O que cada um pode fazer para melhorar o dia a dia no turno de serviço e o que está faltando que poderia auxiliar o trabalho. Com o tempo ele verificou que esses 15 minutos trouxeram informações muito importantes e uma aproximação maior dos funcionários nos assuntos do posto. Com isso, a pontualidade dos funcionários aumentou em 70% e o sentimento de valorização suas tarefas foi significativo.
Essas reuniões e opiniões foram registradas e, com base nesses registros, foram elaborados diversos relatórios, mas teve um que se destacou trazendo uma reação bem humorada do pessoal. O objetivo era saber se tinha algo errado com os procedimentos para realização dos serviços e a pergunta feita aos funcionários era a seguinte:
Qual a tarefa que mais lhe incomoda, no dia-a-dia, no desempenho do seu serviço?
Em 1º lugar - Calibrar pneu
Os motivos são os mais diversos desde pneus sujos com lama e “esterco”, calotas em péssimo estado que se desfazem quando são retiradas para poder acessar o ventil, até clientes que pedem para o frentista testar com saliva para ver se está saindo ar. (haja saliva!)
Em 2º lugar – Penduricalhos nas chaves
São os mais diversos tipos desde ursinhos, pompons, abridor de cerveja, cabeça de cavalo (Barretos) até excesso de chaves no chaveiro do carro como: chaves da empresa, da casa da praia, da chácara (inclusive as dos cadeados). Isso atrapalha muito ao abrir o tanque de combustível.
Em 3º lugar – Esqueceram de mim
O Cliente deixa o carro na pista, vai para a loja de conveniência e só volta depois que terminar de ler o jornal.
É claro que isso faz parte de um momento de descontração e que essas reuniões são muito produtivas.
A idéia é bem interessante e faz bem para todos. O fator mais importante está na dedicação de Tião em tornar o ambiente de trabalho um local onde todos colaboram e participam.
Depois de algum tempo, ficou impossível não perceber os sinais da mudança comportamental. Tião notou que os funcionários cobravam, uns dos outros, a melhoria na realização do trabalho e o seguimento das regras. Não foi necessário “mão de ferro”, mas regras claras, persistência e cumprimento das promessas. Assim, ganhou a confiança de seus funcionários. Por outro lado, é necessário agir com justiça e não deixar que o mau exemplo seja tratado da mesma forma que aqueles que colaboram.
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